segunda-feira, 21 de abril de 2008

♥ Janela da alma











É como tentar segurar um quilo de areia, com apenas uma mão. Seria como carregar água em um copo furado. Um punhado de areia se retém. Um gole d'água chega em algum lugar. A vida é assim mesmo. Não tem como garantir um final, não há certeza de muita coisa. Eu tentei, mas não dá pra controlar a vida. Tem que ser um passo de cada vez, senão a gente tropeça. Tropeça nas próprias pernas. Que coração não fica triste de vez em quando? Minha alma chorou, meus olhos ficram inchados, feito noite mal dormida. Eu precisava me olhar no espelho, encarar umas verdades, olhar a janela da minha alma, sem maquiagem alguma. E enfim aprender a dizer mais verdades, mais puras, sem pudores. Às vezes é preciso perder o ar para aprender a respirar. Então, cá estou. Renovada, atrasada, reformada, informada, incomodada, animada. Eu vou tentar. Falar, brincar, dançar, escutar, começar, incomodar, mostrar, amar. Amém às crises emocionais! Balde de água gelada na cara, sacudida na alma, lixeira cheia. Enfim, livre...


(Déborah Tolentino)