terça-feira, 24 de abril de 2007

♥ Soneto XVII (Cem Sonetos de Amor)

Cem Sonetos de Amor é um livro de Pablo Neruda publicado em 1959 com cem sonetos relacionados ao romantismo, amor, etc., divididos em quatro partes: Manhã, Meio-dia, Tarde e Noite, onde Neruda expressa todo o conteúdo da palavra amor. O soneto XVII foi divulgado no filme Patch Adams, onde Patch o recita para Mônica Potter. Segue abaixo este soneto, que é um dos mais belos poemas do livro:

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

(Pablo Neruda, Manhã - soneto XVII, "Cem sonetos de amor")

2 comentários:

Janailson disse...

Olha eu aqui como havia prometido! Sim,eu gostei muito.Não pensei que tivesse tanta coisa como já tem.Só acho que tá muito rosa!hehe.No mais,tudo OK!
Continue trabalhando nele que tá muito legal!Bjo!

Anônimo disse...

intiresno muito, obrigado